O Tear manual e suas histórias


A tecelagem é milenar e acompanha o ser humano desde os primórdios da civilização. Está identificada com as próprias necessidades do Homem, de agasalho, de proteção e de expressão. São fibras de algodão, de lã, de linho, fiadas e tingidas por processos manuais, que nos teares, através das mãos do Artista, se unem em cores e formas.

A arte de tecer envolve uma complexa rede de simbolismos. As diversas técnicas conhecidas têm regras básicas comuns, todas usam a ideia de fios verticais, que uma vez fixados, não há mais como mudá-los sem desmanchar o trabalho todo. O conjunto desses fios se chama Urdume e simboliza o destino, a vida.

Até mesmo na mitologia grega, existe a famosa passagem da tela de Penélope, onde a mítica heroína ludibria seus pretendentes ao tecer de dia e desmanchar à noite, uma peça que fazia em seu tear manual.

No Brasil, a tecelagem surgiu no século 18, fortemente influenciada pelos colonizadores portugueses. O lugar em que o uso do tear manual foi mais absorvido foi em Minas Gerais e, embora conserve a influência portuguesa, desenvolveu características próprias.

Hoje, a tecelagem faz parte da cultura do Brasil inteiro. Tem uma linguagem própria que transcende o mero artesanato, mas mantém um caráter artístico que une o saber fazer com a criatividade.

No vídeo abaixo você consegue ter uma ideia de como é realizado esse incrível trabalho artesanal...



Fontes: tear de retalhos, maria herminia branco, projeto tear, alrocha-antenacultural, café portugal

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